Breve histórico do ASE

Herbários são coleções biológicas cuja principal função se refere ao registro da diversidade botânica em determinado local. Para obter informações sobre identificação, nomenclatura, classificação, distribuição e ecologia de qualquer planta, são necessárias análises precisas de exemplares, o que seria muito difícil de ser realizado somente em campo. Assim, esta investigação se baseia em coleções de plantas, que são preservadas ao longo do tempo nos herbários.

Além da importância para a Taxonomia, os herbários funcionam como instrumentos essenciais para pesquisas anatômicas, genéticas, ecológicas, farmacológicas e agronômicas. Os herbários também podem servir de base para elaboração de floras e estudos de biodiversidade, fornecendo dados que subsidiam indicação de áreas a serem preservadas, auxiliando ainda na recuperação de áreas degradadas.

O Herbário da Universidade Federal de Sergipe (ASE) foi fundado oficialmente em 1975 e se encontra lotado no Departamento de Biologia (DBI), no Campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualmente reúne uma coleção com mais de 38.500 exemplares entre algas, licófitas, samambaias, gimnospermas e angiospermas, sendo este último o grupo mais representativo. Além disso, há uma carpoteca anexa. É referência no Estado como depositário da diversidade botânica, decorrente de projetos pessoais ou institucionais, levantamentos florísticos, atividades didáticas e projetos realizados por profissionais de diversas áreas do conhecimento. A maior parte do material é oriunda de coletas no estado Sergipe, mas também recebe exemplares de outros estados e regiões brasileiras, principalmente da região Nordeste. Desde 2008, seu acervo se encontra informatizado e atualmente seus dados estão inseridos no programa BRAHMS, possibilitando a divulgação da diversidade florística existente em Sergipe através da disponibilização in situ e online em sítios como o speciesLink.

Referência

Peixoto, A.L. & Morim, M.P. 2003. Coleções botânicas: documentação da biodiversidade brasileira. Ciência e Cultura 55(3): 21-24.